A Argentina continua sendo o principal destino das autopeças brasileiras. Os negócios com o país somaram US$ 638 milhões 137 mil de janeiro a abril, valor 7,8% superior ao mesmo período do ano passado. Com isso, a Argentina foi responsável por 29,9% das exportações brasileiras. Os dados foram divulgados pelo Sindipeças.
O aumento dos embarques para a Argentina pode ser explicado pelo custo de produção maior por lá quando se comparado ao Brasil. Uma peça produzida em fábricas argentinas é 35% mais cara que a mesma produzida por aqui.
No total, as exportações de autopeças até abril somaram US$ 2,1 bilhões, alta de 2% com relação ao mesmo período de 2016. Já as importações totalizaram US$ 4 bilhões e avançaram 13,9% na mesma base de comparação. Assim, o déficit comercial do setor atingiu US$ 1,87 bilhão, superando em 31,5% o observado para o mesmo período do ano passado.
Os principais mercados para as exportações de autopeças continuam sendo Argentina, Estados Unidos, México e Alemanha, ao passo que Estados Unidos, China, Alemanha e Coréia do Sul foram os principais alvos das compras feitas pelas empresas do setor aqui instaladas.
Câmbio – Se no quadrimestre houve alta, as exportações recuaram em abril, exibindo queda de 12,7% frente ao mês anterior, assim como no ano passado quando recuou 6,7%. No mesmo período, as importações apresentaram comportamento mais irregular, aumentando e diminuindo em meses alternados.
A reação mais intensa das importações no comparativo anual deve estar associada ao comportamento do cambio, que apresentou valorização de 17,9% nos quatro primeiros meses do ano. No acumulado em 12 meses, as exportações totalizaram US$ 6,6 bilhões e as importações, US$ 12,3 bilhões. Com esses resultados, o déficit alcançou US$ 5,7 bilhões no período.
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